Organizações sociais e entidades populares reunidas no Fórum Regional de Desenvolvimento Sustentável do Norte de Minas realizaram na última sexta (15) uma manifestação em Montes Claros contra os grandes projetos de mineração anunciados na visita do governador do estado, Antônio Anastasia, à região. A manifestação marcou a última reunião do Fórum, que teve início na última quinta-feira. O protesto foi organizado em parceria com o Sindicato dos Professores da Rede Estadual de Educação.
'Com a nossa perspectiva global vem uma responsabilidade para com nossos semelhantes e as demais formas de vida com as quais compartilhamos o planeta' (Richard Leakey)
quinta-feira, 28 de julho de 2011
quarta-feira, 27 de julho de 2011
O crime da água.
Por Sergio U. Dani, de Heidelberg, Alemanha.
Segundo estimativas da WHO-World Health Organization cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso garantido à água potável, e outros tantos precisam pagar cada vez mais caro pelo produto sem o qual não se vive. Centenas de milhões de pessoas adoecem e morrem no mundo todo ano por causa de doenças transmitidas pela água contaminada. As causas dessa catástrofe incluem poluição ambiental, desequilíbrios climáticos e injustiça social.
Segundo estimativas da WHO-World Health Organization cerca de 1 bilhão de pessoas no mundo não têm acesso garantido à água potável, e outros tantos precisam pagar cada vez mais caro pelo produto sem o qual não se vive. Centenas de milhões de pessoas adoecem e morrem no mundo todo ano por causa de doenças transmitidas pela água contaminada. As causas dessa catástrofe incluem poluição ambiental, desequilíbrios climáticos e injustiça social.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Presidenta eleganta.
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à Língua Portuguesa, repasse essa informação...
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais. Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendigar é mendicante... Qual é o particípio ativo do verbo ser? O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionarem à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte. Portanto, à pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha. Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta". Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Por favor, pelo amor à Língua Portuguesa, repasse essa informação...
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Contra bactéria do piriri de sangue, bosta de vaca para todos?
Sergio U. Dani.
(ex-vaqueiro, atualmente médico de bicho-gente, cientista e docente da Universidade de Heidelberg, Alemanha).
Recebi e-mails de parentes e amigos preocupados com a atual epidemia de disenteria hemorrágica e a síndrome hemolítica urêmica aqui na Alemanha. Respondi que essa epidemia é uma espécie de efeito colateral da industrialização e da urbanização. Vou explicar melhor.
(ex-vaqueiro, atualmente médico de bicho-gente, cientista e docente da Universidade de Heidelberg, Alemanha).
Recebi e-mails de parentes e amigos preocupados com a atual epidemia de disenteria hemorrágica e a síndrome hemolítica urêmica aqui na Alemanha. Respondi que essa epidemia é uma espécie de efeito colateral da industrialização e da urbanização. Vou explicar melhor.
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Carta do Cacique Mutua sobre Belo Monte.
"Carta do Cacique Mutua a todos os povos da Terra.
O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
O Sol me acordou dançando no meu rosto. Pela manhã, atravessou a palha da oca e brincou com meus olhos sonolentos. O irmão Vento, mensageiro do Grande Espírito, soprou meu nome, fazendo tremer as folhas das plantas lá fora. Eu sou Mutua, cacique da aldeia dos Xavantes. Na nossa língua, Xingu quer dizer água boa, água limpa. É o nome do nosso rio sagrado. Como guiso da serpente, o Vento anunciou perigo. Meu coração pesou como jaca madura, a garganta pediu saliva. Eu ouvi. O Grande Espírito da floresta estava bravo.
domingo, 5 de junho de 2011
De Paracatu à Pascua Lama : a falência do direito em proteger os seres humanos da morte pela expansão econômica incontrolável ?
"La Liberté Guidant Le Peuple" (A Liberdade Guiando O Povo) - Eugène Delacroix.
Laure Terrier (*)
(*) Ecole Doctorale de Sciences Juridiques et Politiques, Université Paris-Ouest Nanterre La Défense, Paris, França.
Resumo: Os casos de Paracatu e Pascua Lama refletem uma realidade latino-americana, que finalmente é idêntica em qualquer região do mundo onde empresas transnacionais exploram os recursos naturais. O peso considerável dos lobbies coloca o direito num segundo plano; os tribunais reconhecem prontamente a admissibilidade legal de argumentos econômicos e financeiros, colocando os seres humanos no centro de um desenvolvimento econômico incontrolável que os condena à morte.
sábado, 4 de junho de 2011
Argumento de Aldo Rebelo baseia-se em falsa dicotomia, dizem pesquisadores.
Marco Aurélio Weissheimer
(Artigo publicado no Portal Carta Maior em 01/06/2011).
Artigo científico assinado por pesquisadores das universidades de São Paulo, de Campinas, de Piracicaba e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais critica argumento que afirma que mudanças no Código Florestal são necessárias pela ameaça à possibilidade de produção de alimentos. Esse argumento está baseado em uma falsa dicotomia, dizem. "Os maiores entraves para a produção de alimentos no Brasil não se devem a restrições impostas pelo Código mas sim a fatores como desigualdade na distribuição de terras, restrição ao crédito, falta de assistência técnica, investimentos em infraestrutura e pesquisas voltadas para a segurança alimentar do país".
(Artigo publicado no Portal Carta Maior em 01/06/2011).
Artigo científico assinado por pesquisadores das universidades de São Paulo, de Campinas, de Piracicaba e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais critica argumento que afirma que mudanças no Código Florestal são necessárias pela ameaça à possibilidade de produção de alimentos. Esse argumento está baseado em uma falsa dicotomia, dizem. "Os maiores entraves para a produção de alimentos no Brasil não se devem a restrições impostas pelo Código mas sim a fatores como desigualdade na distribuição de terras, restrição ao crédito, falta de assistência técnica, investimentos em infraestrutura e pesquisas voltadas para a segurança alimentar do país".
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