'Com a nossa perspectiva global vem uma responsabilidade para com nossos semelhantes e as demais formas de vida com as quais compartilhamos o planeta' (Richard Leakey)
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
Luciano Huck recusa bafômetro em blitz da Lei Seca.
Saiu no Estadão: "Na madrugada deste domingo, dia 2, o apresentador de TV Luciano Huck (foto) teve sua carteira de habilitação apreendida em uma blitz da Lei Seca no Rio de Janeiro. O apresentador foi parado na Avenida Niemeyer, em São Conrado, na zona sul do Rio. Ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, teve a carteira apreendida e também foi multado."
Minha interpretação é que o Luciano Huck exerceu o direito de proteger-se contra as arbitrariedades de um Estado patrulhador, criminalizante, incompetente, corrupto e injusto. O "teste do bafômetro" é inconstitucional e o cidadão tem todo o direito de não gerar uma prova contra si mesmo. Prova, aliás, também questionável do ponto de vista médico e toxicológico-laboratorial.
Huck agiu preventivamente, na intenção de evitar a manipulação e a má-interpretação do "teste do bafômetro". Ele deveria recorrer das multas, processar o Estado e dar um exemplo de cidadania para a população vítima do "manda quem pode, obedece quem tem juízo".
Para completar o bom exemplo do Luciano Huck, sugiro-lhe mais duas ações corajosas e coerentes:
1) mandar o seu carro para reciclagem no ferro-velho. Carro movido a álcool é tão danoso e letal quanto gente movida a álcool, mas num Brasil hipócrita, feudal, deseducado e inconsciente que re-elegeu um ignorante e bêbado para presidente, milhões de hectares são ocupados com monoculturas de cana-de-açúcar e o governo parece existir para atender aos interesses dos produtores de álcool e bebidas alcoólicas, burocratas e políticos parasitas do povo;
2) fazer uma campanha educativa sobre os efeitos do álcool sobre a sáude, a sociedade e o meio ambiente, e contra a propaganda e o consumo de bebidas alcoólicas.
Aproveito para dar um conselho médico: se beber, QUALQUER QUE SEJA A QUANTIDADE, não dirija.
Sergio U. Dani, de Heidelberg, Alemanha.
sábado, 1 de dezembro de 2012
Maioria esmagadora da ONU votou o reconhecimento da Palestina como 194º Estado do mundo.
Mensagem de Ricken Patel, da Avaaz:
Membros da Avaaz, é hora de comemorar!
Há algumas horas, a maioria esmagadora da ONU votou o reconhecimento da Palestina como 194º Estado do mundo! É uma grande vitória para o povo palestino, para a paz e para a nossa comunidade! As pessoas de todo o mundo estão se unindo a enormes multidões na Palestina para comemorar.
A jornada do povo palestino para a liberdade está longe do fim. Mas este é um grande passo e nossa comunidade teve um papel fundamental nisso. Respondendo à votação, a embaixadora da Palestina para a Europa, disse:
"Avaaz e seus membros em todo o mundo desempenharam um papel fundamental ao persuadir os governos para apoiar a candidatura do povo palestino a um Estado e para a liberdade e a paz. Eles estiveram conosco durante todo o tempo e tal solidariedade e apoio serão lembrados e queridos em toda a Palestina." - Leila Shahid, Delegada Geral da Palestina para a Europa
Os governos dos EUA e de Israel, em dívida com grupos pesados de lobby (sim, infelizmente, até mesmo Obama cedeu ao lobby), jogou tudo o que tinham para acabar com a votação, usando ameaças financeiras e até mesmo ameaçando derrubar o presidente palestino se ele fosse em frente. A Europa foi o voto decisivo. E por causa da intensa pressão dos EUA, há apenas duas semanas os líderes não apoiavam o Estado palestino. Conhecendo as apostas, a nossa comunidade respondeu com a velocidade e a força democrática que precisávamos para vencer:
Os EUA e Israel argumentaram primeiro que um Estado palestino era perigoso para a paz, e então, quando foram derrotados, disseram que não importava e que a votação foi apenas simbólica. Mas se fosse apenas algo simbólico eles não teriam feito de tudo para tentar impedir a votação. E depois de anos de má-fé e conforto por parte de Israel com o status quo à medida em que eles constantemente colonizam mais terra palestina, este movimento mostra aos EUA e Israel que se eles não se envolverem com boa fé, os palestinos e o mundo estão preparados para seguir em frente sem eles. É uma forma mais equilibrada para as negociações de paz de verdade. E essa é a melhor alternativa para o tipo de violência que vimos o governo de Israel e o Hamas em Gaza oferecerem este mês.
Durante décadas, o povo palestino sofreu sob uma sufocante ditadura militar israelense, controles repressivos em suas viagens e trabalho, a negação contínua dos seus direitos e da ameaça constante de insegurança e violência. Há 65 anos, a ONU reconheceu o Estado de Israel, começando um caminho para o estabelecimento de um lar seguro para o povo judeu. Agora os palestinos dão um passo na mesma direção e ganham dignidade aos olhos da comunidade internacional, o que lhes foi negado por uma geração. E, com essa dignidade, poderemos construir os alicerces da paz.
Com esperança e alegria,
Ricken, Alice, Ari, Wissam, Allison, Sam, Julien, Pascal, Wen, Pedro, Saravanan, Emma, Ben, Dalia, Alexey, Paul, Marie, Aldine, Luca, Jamie, Morgan e toda a equipe da Avaaz.
PS.: Aqui estão algumas fontes (em inglês) – A Associated Press cobriu a vitória de ontem, o Guardian cobriu a nossa pesquisa de opinião há duas semanas, o Daily Briefing da Avaaz oferece um mapa do resultado da votação, e o Haaretz descreve a resposta de Israel.
MAIS INFORMAÇÕES:
ONU reconhece Palestina como Estado observador não membro (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/ mundo/1193448-onu-reconhece- palestina-como-estado- observador-nao-membro.shtml
Assembleia-Geral da ONU reconhece Palestina como Estado observador (Estadão)
http://www.estadao.com.br/ noticias/impresso,assembleia- geral-da-onu-reconhece- palestina-como-estado- observador-,967164,0.htm
ONU aprova Palestina como Estado observador (Público)
http://www.publico.pt/mundo/ noticia/palestina-considerada- estado-observador-pela-onu#/0
Membros da Avaaz, é hora de comemorar!
Há algumas horas, a maioria esmagadora da ONU votou o reconhecimento da Palestina como 194º Estado do mundo! É uma grande vitória para o povo palestino, para a paz e para a nossa comunidade! As pessoas de todo o mundo estão se unindo a enormes multidões na Palestina para comemorar.
A jornada do povo palestino para a liberdade está longe do fim. Mas este é um grande passo e nossa comunidade teve um papel fundamental nisso. Respondendo à votação, a embaixadora da Palestina para a Europa, disse:
"Avaaz e seus membros em todo o mundo desempenharam um papel fundamental ao persuadir os governos para apoiar a candidatura do povo palestino a um Estado e para a liberdade e a paz. Eles estiveram conosco durante todo o tempo e tal solidariedade e apoio serão lembrados e queridos em toda a Palestina." - Leila Shahid, Delegada Geral da Palestina para a Europa
Os governos dos EUA e de Israel, em dívida com grupos pesados de lobby (sim, infelizmente, até mesmo Obama cedeu ao lobby), jogou tudo o que tinham para acabar com a votação, usando ameaças financeiras e até mesmo ameaçando derrubar o presidente palestino se ele fosse em frente. A Europa foi o voto decisivo. E por causa da intensa pressão dos EUA, há apenas duas semanas os líderes não apoiavam o Estado palestino. Conhecendo as apostas, a nossa comunidade respondeu com a velocidade e a força democrática que precisávamos para vencer:
- Quase 1.8 milhão de nós assinaram a petição por um Estado palestino.
- Milhares de nós doaram para financiar pesquisas de opinião pública em toda a Europa – mostrando que incríveis 79% dos europeus apoiavam a criação de um Estado palestino. Nossas pesquisas apareceram em toda a mídia, e foram repetidamente citadas em debates parlamentares no Reino Unido, Espanha e França!
- Enviamos dezenas de milhares de e-mails, mensagens no Facebook e tweets para os líderes de toda a Europa e fizemos milhares de chamadas para os ministérios de assuntos estrangeiros e chefes de Estado.
- Nós abrimos uma bandeira gigante do tamanho de um prédio de 4 andares do lado de fora da Comissão da UE em Bruxelas (à direita), enquanto os líderes estavam reunidos. Então, realizamos uma grande ação em Madrid. E anteriormente, navegamos com uma flotilha de navios em frente ao prédio das Nações Unidas pedindo pela votação. Nossas ações foram manchete em toda a Europa.
- Colaboradores e membros da Avaaz se reuniuram com dezenas de ministros, assessores, jornalistas, parlamentares e líderes em cada um dos países-chave, em muitos casos se unindo para conquistar os líderes, um por um, por meio de reuniões, pressão, resoluções parlamentares e declarações públicas, sempre com base na onda de poder das pessoas por trás dessa causa.
- Entramos em contato com líderes importantes como Stéphane Hessel, um sobrevivente dos campos de concentração nazistas de 94 anos de idade, e Ron Pundak, um israelense que desempenhou um papel fundamental no processo de paz de Oslo, para falar em favor de um Estado palestino.
Os EUA e Israel argumentaram primeiro que um Estado palestino era perigoso para a paz, e então, quando foram derrotados, disseram que não importava e que a votação foi apenas simbólica. Mas se fosse apenas algo simbólico eles não teriam feito de tudo para tentar impedir a votação. E depois de anos de má-fé e conforto por parte de Israel com o status quo à medida em que eles constantemente colonizam mais terra palestina, este movimento mostra aos EUA e Israel que se eles não se envolverem com boa fé, os palestinos e o mundo estão preparados para seguir em frente sem eles. É uma forma mais equilibrada para as negociações de paz de verdade. E essa é a melhor alternativa para o tipo de violência que vimos o governo de Israel e o Hamas em Gaza oferecerem este mês.
Durante décadas, o povo palestino sofreu sob uma sufocante ditadura militar israelense, controles repressivos em suas viagens e trabalho, a negação contínua dos seus direitos e da ameaça constante de insegurança e violência. Há 65 anos, a ONU reconheceu o Estado de Israel, começando um caminho para o estabelecimento de um lar seguro para o povo judeu. Agora os palestinos dão um passo na mesma direção e ganham dignidade aos olhos da comunidade internacional, o que lhes foi negado por uma geração. E, com essa dignidade, poderemos construir os alicerces da paz.
Com esperança e alegria,
Ricken, Alice, Ari, Wissam, Allison, Sam, Julien, Pascal, Wen, Pedro, Saravanan, Emma, Ben, Dalia, Alexey, Paul, Marie, Aldine, Luca, Jamie, Morgan e toda a equipe da Avaaz.
PS.: Aqui estão algumas fontes (em inglês) – A Associated Press cobriu a vitória de ontem, o Guardian cobriu a nossa pesquisa de opinião há duas semanas, o Daily Briefing da Avaaz oferece um mapa do resultado da votação, e o Haaretz descreve a resposta de Israel.
MAIS INFORMAÇÕES:
ONU reconhece Palestina como Estado observador não membro (Folha de São Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/
Assembleia-Geral da ONU reconhece Palestina como Estado observador (Estadão)
http://www.estadao.com.br/
ONU aprova Palestina como Estado observador (Público)
http://www.publico.pt/mundo/
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Gerente-Geral de Toxicologia da ANVISA é exonerado por denunciar corrupção.
http://www.contraosagrotoxicos.org/index.php/inicio/271-gerente-geral-de-toxicologia-da-anvisa-e-exonerado-por-denunciar-corrupcao
O gerente-geral de toxicologia da ANVISA, Luís Cláudio Meirelles, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (14).
Segundo carta divulgada pelo pesquisador que trabalhava há 12 anos na ANVISA, o mesmo denunciou irregularidades graves na liberação de agrotóxicos.
"As graves irregularidades envolveram o deferimento de produtos sem a necessária avaliação toxicológica, falsificação de minha assinatura e desaparecimento de processos em situação irregular", informou.
Ao constatar as irregularidades, Meirelles teria tomado as atitudes esperados de um funcionário público:
"Em seguida, solicitei ao Diretor-presidente o afastamento do Gerente da GAVRI, pois os problemas estavam relacionados às atividades de sua Gerência, assinalando que houve rompimento da relação de confiança exigida para o cargo. Entretanto, a medida contrariou interesses maiores dentro da instituição, e na relação com o Ibama e MAPA," avaliou o pesquisador.
O gerente-geral de toxicologia da ANVISA, Luís Cláudio Meirelles, foi exonerado do cargo nesta quarta-feira (14).
Segundo carta divulgada pelo pesquisador que trabalhava há 12 anos na ANVISA, o mesmo denunciou irregularidades graves na liberação de agrotóxicos.
"As graves irregularidades envolveram o deferimento de produtos sem a necessária avaliação toxicológica, falsificação de minha assinatura e desaparecimento de processos em situação irregular", informou.
Ao constatar as irregularidades, Meirelles teria tomado as atitudes esperados de um funcionário público:
"Em seguida, solicitei ao Diretor-presidente o afastamento do Gerente da GAVRI, pois os problemas estavam relacionados às atividades de sua Gerência, assinalando que houve rompimento da relação de confiança exigida para o cargo. Entretanto, a medida contrariou interesses maiores dentro da instituição, e na relação com o Ibama e MAPA," avaliou o pesquisador.
Bônus, cotas, bolsas e... salário de estudante.
Por que as medidas heróicas tomadas para recuperar a educação perdida não surtem o efeito desejado no Brasil?
Por Sergio Ulhoa Dani, de Heidelberg, em 27 de novembro de 2012.
No início eram os bônus, que não surtiram efeito no Brasil. A proibição da repetência fez as cabeças acenarem em triste negativa. Depois vieram as cotas ‘raciais’ e econômicas. O crescimento-recorde das bolsas (de estudo) e das faculdades públicas e privadas beira os limites do surreal. Agora a USP, maior universidade brasileira estuda destinar 50% de suas vagas às novas cotas para estudantes oriundos das escolas públicas, criar ‘colleges’ para reforço do aprendizado e pagar salário mínimo para esses estudantes. Com essas medidas heróicas, os administradores públicos do Brasil tentam desesperadamente alcançar o bonde perdido da educação e capacitação profissional. Num mundo globalizado, parecem estar perdendo a corrida, correndo na raia errada, ou talvez correndo numa raia certa, mas no sentido errado, esquecendo de olhar para os lados. Nas últimas décadas, centenas de milhares de brasileiros qualificados decidiram abandonar o país do futuro, em busca de condições escassas no Brasil de hoje: educação de qualidade em todos os níveis, melhores condições de vida e trabalho, mais segurança pública e menos corrupção. Essa emigração em massa de gente qualificada prova o sucesso da estratégia dos países que não oferecem bônus, nem cotas, nem bolsas, nem salários para estudantes. A estratégia desses países é diametralmente oposta à do Brasil: atrair e fixar os melhores talentos do mundo.
Por Sergio Ulhoa Dani, de Heidelberg, em 27 de novembro de 2012.
No início eram os bônus, que não surtiram efeito no Brasil. A proibição da repetência fez as cabeças acenarem em triste negativa. Depois vieram as cotas ‘raciais’ e econômicas. O crescimento-recorde das bolsas (de estudo) e das faculdades públicas e privadas beira os limites do surreal. Agora a USP, maior universidade brasileira estuda destinar 50% de suas vagas às novas cotas para estudantes oriundos das escolas públicas, criar ‘colleges’ para reforço do aprendizado e pagar salário mínimo para esses estudantes. Com essas medidas heróicas, os administradores públicos do Brasil tentam desesperadamente alcançar o bonde perdido da educação e capacitação profissional. Num mundo globalizado, parecem estar perdendo a corrida, correndo na raia errada, ou talvez correndo numa raia certa, mas no sentido errado, esquecendo de olhar para os lados. Nas últimas décadas, centenas de milhares de brasileiros qualificados decidiram abandonar o país do futuro, em busca de condições escassas no Brasil de hoje: educação de qualidade em todos os níveis, melhores condições de vida e trabalho, mais segurança pública e menos corrupção. Essa emigração em massa de gente qualificada prova o sucesso da estratégia dos países que não oferecem bônus, nem cotas, nem bolsas, nem salários para estudantes. A estratégia desses países é diametralmente oposta à do Brasil: atrair e fixar os melhores talentos do mundo.
segunda-feira, 26 de novembro de 2012
« Le taux de cancer à Paracatu est très élevé »
Par Sergio U. Dani, Heidelberg, Allemagne, 16 novembre 2012
Traduction : Laure Terrier
Domingos Boldrini Júnior, cancérologue à l’hôpital du cancer de Barretos (São Paulo, Brésil), a affirmé hier que le nombre de patients atteints du cancer et originaires de Paracatu (Minas Gerais, Brésil) était très élevé pour une ville de cette ampleur.
« Le taux de cancer à Paracatu est très élevé », a affirmé Boldrini lors d’une rencontre à Paracatu.
425 patients originaires de Paracatu suivent actuellement un traitement à l’hôpital du cancer à Barretos, ville située à plus de 550 km de Paracatu.
« Ce nombre augmente chaque jour », s’alarme Boldrini.
L’arsenic libéré lors de l’exploitation de la zone aurifère par la Kinross Gold Corporation est un agent très carcinogénique pour l’homme et son environnement. Paracatu est devenue une des villes de la planète les plus polluées par l’arsenic, à cause de ces activités industrielles; elles ont débuté en 1987, avec le soutien des gouvernements brésiliens (aux différents niveaux du système fédéral) et canadiens (EDC-Export Development Canada).
Une action civile publique (ACP), initiée par la Fondation Acangau, assure que l’exploitation aurifère à Paracatu n’est économiquement pas viable, écologiquement insoutenable et socialement injuste. Cette ACP a demandé que soit réalisée une étude épidémiologique clinique en laboratoire et une interruption immédiate de l’empoisonnement chronique de la population de Paracatu. Mais l’ACP a été suspendue par décision judiciaire, avec approbation du Ministère public, depuis 2009.
« L’injustice et la violence imposées au peuple de Paracatu et à l’environnement sont scandaleux », affirmait le représentant religieux Gilvander Moreira, en février 2010. « C’est un péché contre le Saint-Esprit et un crime abject », concluait-il.
La technologie médicale dont nous disposons à ce jour permet de prouver l’empoisonnement chronique par l’arsenic et sa relation causale dans les différents types de cancers. L’indemnisation versée à une personne empoisonnée chroniquement par l’arsenic varie entre 1,5 millions et 6 millions de dollars, selon les estimations données par l’Agence Américaine de Protection de l’Environnement (EPA).
L’étude auto-financée par l’entreprise minière Kinross et publiée dans une revue spécialisée en 2011 a montré que l’arsenic libéré par ses activités aurifères à Paracatu est une substance bioaccessible. Pour une substance aussi cancérigène que l’arsenic, il n’existe pas de dose tolérée; la population de la ville est donc exposée à un tel risque.
Des études épidémiologiques réalisées dans des conditions similaires à celles de Paracatu dans d’autres régions du monde indiquent qu’environ 10% de la population doit mourir de cancer lié à l’arsenic libéré dans la ville par l’entreprise aurifère tandis que le reste de la population pourra développer d’autres maladies causées par l’arsenic.
Le préjudice causé par l’entreprise minière à Paracatu et la valeur totale des indemnisations des cas de cancers sont estimés entre 127 billions et 510 billions de dollars. Considérant la persistance et la dispersion du poison dans l’environnement, le montant du préjudice total est bien plus élevé.
Avec les preuves du génocide, nous espérons que l’ACP sera réouverte et que d’autres actions en indemnisations seront lancées à l’encontre de l’entreprise minière Kinross et des gouvernements brésilien et canadien.
Les avocats de Paracatu et du reste du monde commencent à découvrir la véritable mine d’or de la ville.
Sources:
http://paracatu.net/view/4148-professor-da-usp-diz-que-incidencia-de-cancer-em-paracatu-esta-acima-da-media.
Ono FB, Guilherme LR, Penido ES, Carvalho GS, Hale B, Toujaguez R, Bundschuh J. 2011. Arsenic bioaccessibility in a gold mining area: a health risk assessment for children. Environ Geochem Health 34: 457-65.
Traduction : Laure Terrier
Domingos Boldrini Júnior, cancérologue à l’hôpital du cancer de Barretos (São Paulo, Brésil), a affirmé hier que le nombre de patients atteints du cancer et originaires de Paracatu (Minas Gerais, Brésil) était très élevé pour une ville de cette ampleur.
« Le taux de cancer à Paracatu est très élevé », a affirmé Boldrini lors d’une rencontre à Paracatu.
425 patients originaires de Paracatu suivent actuellement un traitement à l’hôpital du cancer à Barretos, ville située à plus de 550 km de Paracatu.
« Ce nombre augmente chaque jour », s’alarme Boldrini.
L’arsenic libéré lors de l’exploitation de la zone aurifère par la Kinross Gold Corporation est un agent très carcinogénique pour l’homme et son environnement. Paracatu est devenue une des villes de la planète les plus polluées par l’arsenic, à cause de ces activités industrielles; elles ont débuté en 1987, avec le soutien des gouvernements brésiliens (aux différents niveaux du système fédéral) et canadiens (EDC-Export Development Canada).
Une action civile publique (ACP), initiée par la Fondation Acangau, assure que l’exploitation aurifère à Paracatu n’est économiquement pas viable, écologiquement insoutenable et socialement injuste. Cette ACP a demandé que soit réalisée une étude épidémiologique clinique en laboratoire et une interruption immédiate de l’empoisonnement chronique de la population de Paracatu. Mais l’ACP a été suspendue par décision judiciaire, avec approbation du Ministère public, depuis 2009.
« L’injustice et la violence imposées au peuple de Paracatu et à l’environnement sont scandaleux », affirmait le représentant religieux Gilvander Moreira, en février 2010. « C’est un péché contre le Saint-Esprit et un crime abject », concluait-il.
La technologie médicale dont nous disposons à ce jour permet de prouver l’empoisonnement chronique par l’arsenic et sa relation causale dans les différents types de cancers. L’indemnisation versée à une personne empoisonnée chroniquement par l’arsenic varie entre 1,5 millions et 6 millions de dollars, selon les estimations données par l’Agence Américaine de Protection de l’Environnement (EPA).
L’étude auto-financée par l’entreprise minière Kinross et publiée dans une revue spécialisée en 2011 a montré que l’arsenic libéré par ses activités aurifères à Paracatu est une substance bioaccessible. Pour une substance aussi cancérigène que l’arsenic, il n’existe pas de dose tolérée; la population de la ville est donc exposée à un tel risque.
Des études épidémiologiques réalisées dans des conditions similaires à celles de Paracatu dans d’autres régions du monde indiquent qu’environ 10% de la population doit mourir de cancer lié à l’arsenic libéré dans la ville par l’entreprise aurifère tandis que le reste de la population pourra développer d’autres maladies causées par l’arsenic.
Le préjudice causé par l’entreprise minière à Paracatu et la valeur totale des indemnisations des cas de cancers sont estimés entre 127 billions et 510 billions de dollars. Considérant la persistance et la dispersion du poison dans l’environnement, le montant du préjudice total est bien plus élevé.
Avec les preuves du génocide, nous espérons que l’ACP sera réouverte et que d’autres actions en indemnisations seront lancées à l’encontre de l’entreprise minière Kinross et des gouvernements brésilien et canadien.
Les avocats de Paracatu et du reste du monde commencent à découvrir la véritable mine d’or de la ville.
Sources:
http://paracatu.net/view/4148-professor-da-usp-diz-que-incidencia-de-cancer-em-paracatu-esta-acima-da-media.
Ono FB, Guilherme LR, Penido ES, Carvalho GS, Hale B, Toujaguez R, Bundschuh J. 2011. Arsenic bioaccessibility in a gold mining area: a health risk assessment for children. Environ Geochem Health 34: 457-65.
domingo, 25 de novembro de 2012
Menschen in der EINEN Welt im Hauptbahnhof Heidelberg.
Eine
Ausstelung zu den Verflechtungen
in der
globalisierten Welt.
Vom 3. bis
17. Nov. 2012.
sábado, 24 de novembro de 2012
PARQUE NACIONAL DA SERRA DO GANDARELA AMEAÇADO
COMUNICADO
Comunicamos que a Vale S.A. pediu Licença de Operação de Pesquisa Mineral (LOP) para fazer 227 praças de sondagem geotécnica e 26,20 quilômetros de acessos complementares para seu empreendimento na Serra do Gandarela, incluindo as barragens de rejeito na bacia do Ribeirão da Prata (águas Classe 1). Denunciamos como muito grave esta tentativa da Vale S.A. de iniciar o projeto Mina Apolo na Serra do Gandarela, à revelia do processo de criação do Parque Nacional e da relevância ambiental para Belo Horizonte e sua região metropolitana, especialmente no que se refere à produção de água e biodiversidade. Mais grave ainda é que parte das sondagens (e seus inúmeros impactos) estão dentro dos limites propostos para o Parque Nacional da Serra do Gandarela.
Leia a versão completa deste comunicado e entenda melhor esta denúncia:
Vale S.A., one of the world’s largest mining companies is trying to obtain a license from the governments of Brazil and the Minas Gerais State to dig for iron within the limits propounded for the Gandarela Natural Park. A favorable decision from the governments of Brazil and Minas Gerais would open the way for the irreversible devastation and killing of a precious water producing system in Brazil:
"We find ourselves ethically destitute just when, for the first time, we are faced with ultimacy, the irreversible closing down of the earth's functioning in its major life systems. Our ethical traditions know how to deal with suicide, homicide and even genocide, but these traditions collapse entirely when confronted with biocide, the killing of the life systems of the earth, and geocide, the devastation of the earth itself." – Thomas Berry
The Gandarela region is also home of plant and animal species that play a key role in the maintenance of the water producing ecosystem, and for the survival of millions of people:
“Loss of the world’s genetic diversity would be worse than energy depletion, economic collapse, limited nuclear war or conquest by a totalitarian government. As terrible as those catastrophes would be for us, they could be repaired in a few generations. The one process ongoing in the 1980’s that will take millions of years to correct is the loss of genetic and species diversity by the destruction of natural habitats. This is the folly our descendants are least likely to forgive us”. – Edward Osborne Wilson
Escreva regularmente para os responsáveis pela tomada de decisão/ Please write regularly to the decision makers,
Ministra de Meio Ambiente (izabella.teixeira@mma.gov.br)
Governador Augusto Anastasia (segov@governo.mg.gov.br)
Presidente do ICMBio (roberto.vizentin@icmbio.gov.br)
Secretário de Estado Adriano Magalhães (adriano.magalhaes@meioambiente.mg.gov.br)
ask them to stop the plans of Vale S.A. in the Gandarela region:
“POR FAVOR NÃO CONCEDA LICENÇA PARA MINERAR NA GANDARELA/PLEASE DO NOT LICENSE ANY MINING ACTIVITY IN THE GANDARELA.”
“And this our life, exempt from public haunt, finds tongues in trees, books in the running brooks, sermons in stones, and good in everything”. (William Shakespeare, As you like it, II.i.1–17)
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