sábado, 13 de julho de 2013

Sobre a origem e trajetória de Eike Batista: como se produz um testa-de-ferro para se transferir a riqueza pública de um país para mãos privadas.

Década de 50:
Augusto Trajano Antunes (representante da Bethlehem Steel e da Hanna dos USA) e Eliezer Batista (funcionário da Vale do Rio Doce, empresa pública criada por Getúlio Vargas) fundaram a MBR-Mineraçoes Brasileiras Reunidas, concorrente da Vale. Assim Eliezer Batista, o funcionário público, vendeu-se a Antunes, o testa-de-ferro de companhias privadas, um "negócio" semelhante a crime de peculato.

Década de 60: 
Eliezer é demitido da Vale por receber suborno de empreiteiros. Assume então a presidência de empresa de Antunes (a ICOMI no Amapá, que mais tarde surge em nome de Eike Batista). Protegido por Antunes, Eliezer volta à Vale e continua a cometer peculato, transferindo mercados da Vale para a sua própria MBR.

Década de 70:
A Vale compra Carajás da U S Steel. O patrimônio da Vale sobe para mais de 30 bilhões de dólares, convertendo-se na maior mineradora de ferro do mundo.

Década de 80:
Eliezer volta à Presidência da Vale e vende cerca de 30% deste gigantesco patrimônio por 180 milhões de dólares (menos de 5% do valor)! O governo chega a perder o controle da Vale: sua participação cai abaixo de 50%. Reina a confusão, a Folha de São Paulo, a Tribuna da Imprensa, O Globo, denunciam o crime. A revista Senhor publica um mapa de jazidas da Vale sobre o qual se lê: “a ser cedido ao grupo Antunes”. Denúncias abortam a transferência de jazidas de ouro (Bahia) para sócios de Eike, e de jazidas de bauxita para grupo americano (oeste do Pará). Jazidas da Vale em Corumbá (Urucum) surgem nas mãos de Eike. O senador Severo Gomes aprova uma CPI e publica livro expondo a gigantesca roubalheira (leitura obrigatória: Companhia Vale do Rio Doce: Uma Investigação Truncada. Editora Paz e Terra. Prefácio de Paulo Sergio Pinheiro). Eliezer é demitido. Porem, permanece imensamente rico e impune - a origem do fenômeno Eike.

Década de 90:
O resto da Vale é vendido por 4 bilhões de dólares. Os próprios compradores a avaliam e compram (depoimento de Daniel Dantas à Miriam Leitão)! Eike (leia-se Eliezer) emerge do nada, subitamente, como um dos homens mais ricos e "geniais" do mundo. Dinheiro corre. Corrompem à esquerda e à direita. Compram consciências, políticos e funcionários públicos. Filmes, livros, jornalistas vendem suas patranhas, exaltando a genialidade do pai e filho.

Década de 2010: 
Aconselhado por José Dirceu, Eliezer e Eike entram no petróleo. O geólogo Paulo Mendonça e Rodolfo Landim, da Petrobrás arrancam a peso de ouro técnicos da empresa e estruturam a OGX. Pedro Malan e Rodolpho Tourinho vão assessorar Eike. O Fundo de Marinha Mercante empresta bilhões e seu presidente vai trabalhar para Eike. 

Entretanto não se pode roubar, corromper, enganar e ainda se exibir, para todos e para sempre. O crime necessita da proteção das sombras. Mas Eike é um exibicionista compulsivo e um péssimo empresário. Tardiamente, o mercado está descobrindo. Processos dos lesados virão. Nos USA já estariam presos. Em outros países "menos democráticos", há muito tempo estariam mortos e decapitados.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

“Falta de médico” e curso de Medicina de 8 anos no Brasil: mentiras, absurdos, estupidez, erros de percepcao, desperdícios, irresponsabilidade, desgoverno, atraso e prepotência.

LD Dr.med. D.Sc. Sergio Ulhoa Dani, médico formado pela UFMG-Universidade Federal de Minas Gerais.

As razões da 'falta de médico' no Brasil são várias. As mais importantes delas são a mentira, a falta-de-vergonha, a ganância política, o populismo, a ignorância, a má-gestão e a falta de prioridade para a saúde.

Antes de acreditar na 'falta de médico' conforme anunciada por certos políticos e governantes, leve em conta o sistema de saúde.

A produtividade das equipes num sistema de saúde AUMENTA em proporção à qualidade dos médicos e paramédicos, ao número de paramédicos e às melhores condições de trabalho e DIMINUI em proporção ao número de médicos mal-formados e às piores condições de trabalho.

Numa equipe de atenção à saúde, o médico é MINORIAOs organismos internacionais como OPAS e OMS preconizam uma proporção médico:paramédico de, no mínimo, 1:5. Muito antes de faltar médico, falta paramédico nas equipes: parteira, enfermeiro, assistente social, auxiliar de limpeza e esterilização, psicólogo, dentista, ortoptista, nutricionista, diabetologista, biomédico, técnicos de laboratório, etc.

Os mesmos organismos internacionais recomendam uma proporção médico:habitante de 1:1000. O Brasil tem 400 mil médicos, o suficiente para atender uma população de 400 milhões de habitantes, o dobro da população atual. Pode estar faltando de tudo no Brasil, menos médico.

Alguns discordarão comigo, argumentando que, na falta de apoio à maternidade, por exemplo, muitas médicas abandonam a profissão ou trabalham em tempo parcial para poder se dedicar à família. Isso gera um deficit de horas-médico quando o número de médicos é aparentemente suficiente para atender à demanda. Mas, com 400 mil médicos para 200 milhões de habitantes, ainda que considerássemos que metade dos médicos é do sexo feminino, a conta fecharia para mais, nunca para menos médicos. 

A perda da produtividade do médico por causas ligadas às perdas e erros sistêmicos é muito mais importante: má-gestão, corrupção, 'deformação médica' em faculdades de medicina fajutas (a maioria absoluta das faculdades de medicina no Brasil é fajuta, são faculdades do 'faz-de-conta-que-ensina', do 'pagou-passou'), sucateamento de instalações, hospitais, laboratórios e equipamentos, más condições de vida e trabalho, etc.

Esses problemas e distorções sistêmicas revelam a falta de capacidade administrativa, a falta de visão e a falta de prioridade dos gestores públicos e privados, traduzidas na má gestão e no sub-financiamento do setor da saúde. 

Formar bons médicos e paramédicos e dar-lhes boas condições de trabalho são investimentos altos para os médicos, suas famílias e a sociedade. Os bons gestores sabem disso e cuidam de melhorar as condições de educação, formação, vida e trabalho dos médicos e paramédicos, assim como de toda a população: 'A economia da saúde' - conforme afirmou o jornalista Joelmir Betting - 'acaba sendo o reator da saúde da Economia'. Os maus políticos, maus governantes e maus gestores não pensam assim. Preferem apostar numa aceleração desastrosa do 'crescimento': cadê a saúde que estava aqui? O PAC comeu!


A aceleração desastrosa do crescimento destrói as bases de sustentação dos ecossistemas, causa devastação e poluição ambiental e outras catástrofes que acabam criando mais doenças e mais doentes para o já caótico sistema de saúde.

Em vez de melhorar as condições básicas ambientais, de educação, formação, treinamento, vida e trabalho da população, inclusive as equipes de atenção à saúde, as bestas de plantão querem atrasar desnecessariamente a formação do médico e aumentar o número de médicos!


Essas medidas revelam estupidez, erro de percepção, desperdício, irresponsabilidade, ignorância, populismo, necrofilia, atraso e prepotência de uma ditadura de terroristas instalada no desgoverno do Brasil 
(*).

(*) Os melhores dicionários da lingua portuguesa definem “terrorismo” como o ato ou ação de governar sem respeitar os interesses do povo.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

A Universidade em ritmo de ignorância, futebol, terrorismo e ditadura.

Por Sergio Ulhoa Dani, de Tübingen, Alemanha.


Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil – O Reitor da UFMG-Universidade Federal de Minas Gerais, Clélio Campolina teme que a Universidade seja invadida e depredada durante os jogos de futebol da Copa das Confederações da FIFA, realizados no Estádio Mineirão.

O Minerão é vizinho ao Campus da UFMG, considerada uma das melhores Universidades Brasileiras.  O estádio é alvo das manifestações e protestos populares porque foi um dos “12 estádios do Lula” construídos ou reformados com verba pública para atender aos caprichos desse presidente ignorante, corrupto e populista, e à cartolagem da FIFA.

O Reitor Campolina “decretou” feriado na UFMG nos dias dos jogos de futebol no Minerão e quis a presença do Exército Brasileiro. Mas, os alunos e professores da Universidade repeliram a presença do Exército.

Contrariando a postura dos alunos e professores, o Reitor tem se reunido com as cúpulas da Polícia Militar de Minas Gerais, Exército Brasileiro e Governo do Estado de Minas Gerais.

Os “cartolas” teriam discutido estratégias e ações contra possíveis “atos terroristas” ou depredação da UFMG durante os jogos no Mineirão.

É preciso deixar claro o que é terrorismo e quem é terrorista. Nos melhores dicionários da língua portuguesa está escrito: “Terrorismo é governar sem respeitar as regalias e os interesses do povo”.

Será possível que as dezenas de milhares de manifestantes sejam “terroristas” ou tenham o interesse de depredar a UFMG?

Que uma meia dúzia de vândalos infiltrados entre as dezenas de milhares de manifestantes não possam ser contidos pelos próprios manifestantes e a própria comunidade dos milhares de alunos e professores da UFMG?

Então, por que o Reitor esvaziou a UFMG, “decretando” feriado nos dias dos jogos de futebol?

Entre o risco de depredação, a vergonha da troca das cabeças e mãos universitárias pelos pés futebolísticos, e o crime do uso do aparelho de defesa do Estado como instrumento de repressão contra o próprio povo, sem dúvida devemos ficar com o primeiro.

O risco da depredação não é risco, é oportunidade, como ensina Omar Motteiro, Reitor da Universidade do Azinabrão e renomado especialista em “terrorismo não letal”, em carta dirigida ao colega, Reitor Clélio Campolina:

- "Magnânimo" Reitor, Vossa Magnanimissência perdeu a oportunidade de tornar-se Magnífico abrindo o campus para abrigar os manifestantes e depois, tendo como cenário os escombros da fúria gerada pela indignação, declarar solenemente: "Esta universidade acaba de criar, na grade de todos os cursos, a disciplina INTRODUÇÃO AO ESTUDO DA DIGNIDADE E DA CIDADANIA”.

terça-feira, 25 de junho de 2013

Encurralados pelos protestos em massa, ditadores tentam se safar pedindo plebiscito e constituinte.



Por Sergio Ulhoa Dani, de Tübingen, Alemanha

Encurralados pelos protestos em massa do povo brasileiro, a ditadora e terrorista Dilma Rousseff e seu partido PT (será o 'Partido dos Terroristas'?) querem plebiscito e constituinte. 

Trata-se de um truque antigo usado por ditadores e terroristas para permanecerem no poder. Sob as condições antidemocráticas das ditaduras terroristas, torna-se fácil manipular os resultados de um plebiscito e dar um golpe de Estado com uma constituinte fajuta.

Dilma e os demais ditadores, terroristas e corruptos no poder não têm condições morais para pedir plebiscito algum. Para eles é tarde demais. Tudo o que fizerem agora para se defenderem vai aumentar a indignação popular. 

Como diziam os críticos da antiga Roma, onde o povo ignorante era tratado com pão e circo: Tarde venientibus ossa ("aos que chegam tarde, os ossos").

Mas o povo brasileiro está menos ignorante, por necessidade, e mais furioso, por direito e com toda a razão. Os protestos estão bem encaminhados e seguirão o seu curso natural.

Agora é a hora e a vez do povo. Aos ditadores, terroristas, corruptos, parasitas, aproveitadores e exploradores que hoje estão no poder resta-lhes esperar por clemência.

Nota do editor: "Terrorismo é governar sem respeitar os interesses e as regalias do povo".

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Protestos em massa no Brasil: As crianças tuteladas dizem basta

Por Jens Glüsing, do Rio de Janeiro para Der Spiegel.
(Tradução por Sergio U. Dani, de Tübingen)



As fotos mostram três momentos do protesto: Dilma Rousseff é vaiada por dezenas de milhares de pessoas reunidas no estádio Mané Garricha, em Brasília, durante a abertura da Copa das Confederações, da FIFA; manifestante enfrenta a polícia militar em Brasília; manifestante carrega a bandeira Brasileira no Rio de Janeiro. Fonte: Der Spiegel (fotos: Getty Images, Reuters, AFP).





Foi, apesar de alguns manifestantes violentos, uma celebração da democracia. A estudante de Medicina Tatiana Mendes, 24, e seu namorado Jurival Alves, 25, foram pela primeira vez em uma manifestação, como a maioria das cerca de cem mil pessoas, na sua maioria jovens que se reuniram em frente à histórica Igreja da Candelária, no centro do Rio de Janeiro. "Nós não somos contra a Copa do Mundo", disse ela. "Mas deve haver um fim à corrupção, desperdício de dinheiro, o corporativismo no Congresso. O governo nos dá pão e circo, mas queremos melhores escolas e melhores hospitais."

Eles usavam camisetas brancas listradas, muitos agitavam a bandeira brasileira, alguns traziam rosas brancas ou margaridas na mão, alguns dos rostos foram pintados com um "V" – de Vitória, mas especialmente de Vinagre. Desde a batalha campal com a polícia nas ruas do Rio e São Paulo, o vinagre está valendo como uma receita caseira de efeito comprovado contra o gás lacrimogênio, muitos traziam algumas garrafas na mochila. Eles temiam que a polícia iria agir de forma tão violenta quanto em frente ao Estádio do Maracanã, na semana passada, quando espectadores com seus filhos escaparam em pânico das balas de borracha e vapores de gás lacrimogêneo disparados pela polícia.

Mas, desta vez, a polícia se conteve – até demais, como disseram muitos dos manifestantes: algumas centenas de manifestantes invadiram o histórico "Palácio Tiradentes", a sede do Legislativo Estadual do Rio, devastaram a entrada, atiraram coquetéis Molotov e incendiaram um carro. Cerca de 20 policiais que se puseram em barricada no edifício ficaram feridos, várias agências bancárias da vizinhança foram quebradas. Diante do Antigo Palácio do Paço Imperial, alguns polciais sitiados dispararam munição pesada. Na maioria dos casos, eles dispararam para o ar, mas um manifestante foi ferido por uma bala perdida.

A polícia brasileira não está preparada para o ataque de manifestantes. Ela está sujeita aos governadores dos Estados e é organizada no estilo militar – nos quartéis ainda domina a mentalidade da ditadura. Especialmente as polícias de São Paulo, Minas Gerais e Rio são notórias por sua violência. Após os protestos da semana passada, o governador do Rio, Sérgio Cabral aparentemente ordenou um comportamento defensivo. A força de intervenção especial libertou seus colegas sitiados só depois de quatro horas do cerco dos manifestantes.

A última vez que tantas pessoas saíram para as ruas foi há 20 anos

Quando a manifestação havia realmente terminado e a maioria já voltava para casa, a violência explodiu. Agora eram os políticos que lançavam seus olhares perplexos sobre os escombros. Uma e outra vez tinha havido manifestações de insatisfação por causa do alto custo da Copa do Mundo, mas com tamanha revolta popular ninguém contava.

A última vez que tantas pessoas saíram para as ruas foi há 20 anos, naquela época os jovens manifestantes ajudaram a conduzir o corrupto presidente Fernando Collor de Mello para fora do cargo. "Nossos pais lutaram contra a ditadura", disse o estudante de psicologia Ramah Delduck, 22. "Mas, então, eles perceberam que os corruptos abusam da democracia. Nós somos a sétima maior economia do mundo, mas as nossas instituições públicas são deploráveis. O Estado nos obriga a pagar impostos, mas ele não devolve serviços à altura."

É uma revolta dos filhos da classe média que balançou o Brasil nas suas fundações. No Rio, mais de 90 por cento dos manifestantes eram estudantes e alunos, muitos vindos de escolas e universidades particulares. "Nossos pais não podem mais pagar as mensalidades escolares, queremos finalmente ter um sistema de educação pública decente", diz a estudante de biologia Vivian Lara. Muitos se manifestavam também contra o voto obrigatório: "Isso incentiva a compra de votos e a corrupção."

Os manifestantes não estão ligados a qualquer ideologia

O protesto do jovem brasileiro não é dirigido diretamente contra a presidente Dilma Rousseff, ele expressa um mal-estar geral sobre a classe política. "Eu escolhi a Dilma, mas estou decepcionado", disse a estudante Lara. "Uma vez no poder, todos os políticos se comportam da mesma maneira." A maioria dos manifestantes não ataca diretamente Lula, o antecessor de Dilma, mas alguns criticam seus programas sociais: "Isso ajuda, mas apenas temporariamente. Os pobres precisam de uma educação melhor."

Alguns manifestantes falam contra as cotas para negros e índios nas Universidades de: "Este é um tipo diferente de racismo", diz o estudante de Medicina Jurival Alves. Antigamente, era comum de se ver camisetas de Che Guevara e bandeiras vermelhas em manifestações no Brasil. Mas isso acabou: a cor dos manifestantes agora é o branco, eles não estão ligados a qualquer tipo de ideologia.

Seus objetivos são difusos. É possível que seu levante se esvaia em poucas semanas - como os "caras pintadas" que outrora protestaram contra Collor. As pesquisas de opinião mostram que a presidente Dilma Rousseff ainda está na frente das pesquisas sobre a eleição presidencial do próximo ano, apesar da queda maciça na sua popularidade. Nenhum dos partidos tradicionais se beneficiam do movimento. "Os políticos são todos iguais", ouve-se repetidamente.


Entretanto, uma coisa é diferente de 20 anos atrás. Os jovens têm uma arma poderosa que não existia na época: os telefones celulares com acesso à Internet. "Dilma, nós viemos do Facebook", escreveu uma manifestante em sua camisa. Todas as manifestações foram organizadas por meio de redes sociais, alguns manifestantes pareciam conectados com manifestantes na Turquia. "O gigante despertou", dizia um cartaz. "Enquanto você está sentado na frente da TV, nós mudamos o país".

domingo, 16 de dezembro de 2012

Sign the petition to stop genocide through gold mining and arsenic release in Paracatu.

Assine você também a petição contra o genocídio pela exploração de ouro e liberação de arsênio em Paracatu. Acesse a petição da AVAAZ em:

http://www.avaaz.org/po/petition/Stop_genocide_through_gold_mining_and_arsenic_release_in_Paracatu/ 


Anthropogenic arsenic is piling up worldwide because of disastrous projects such as Canadian Kinross Gold Corporation's gold mining in Paracatu, Brazil. Kinross obtains financial and political support from the Canadian government. Kinross obtains permits for its activities of genocidal stature by corruption, facilitation payments, black mailing and even murder. The people of Paracatu and a number of institutions like Acangau Foundation in Brazil and the Halifax Initiative in Canada are desperately seeking sanction for Kinnross’ genocidal activities. We urge the Canadian Government to stop financing Kinross, start indemnizing the Paracatu people. We urge the governments of Brazil and Canada to impose a complete ban on gold mining in arsenic-bearing deposits. 

Why this is important: 

To obtain tens of tonnes of gold, Canadian Kinross Gold Corporation has released more than 300 hundred thousand tonnes of inorganic arsenic from the rocks of its open cut gold mine in Paracatu, a 90 thousand inhabitant town in Brazil. In the next 30 years, Kinross will release 1 million tonnes of this dreadful environmental toxicant into the biosphere. One gram of inorganic arsenic is enough to instantly kill seven adult people or cause chronic disease like cancer, diabetes, cardiovascular diseases and Alzheimer's disease if the exposure occurs over years or decades. Accordingly, the incidences of cancer, abortion and other diseases have increased significantly in Paracatu since Kinross initiated its gold mining activities in town. There is no such thing as a safe dose for a cancer causing substance like arsenic. The arsenic released by Kinross into the air, soil and water in Paracatu is bioaccessible to millions of living beings including people in Brazil and worldwide. The incredible amounts of arsenic from Paracatu will persist in the environment for hundreds to thousands of years causing persistent, chronic killings, human suffering and poverty. 

For additional information, please refer to: 

http://sosarsenic.blogspot.de/2012/12/desperately-seeking-sanction-canadian_4071.html 

http://sosarsenic.blogspot.de/2010/07/stop-invisible-mass-killing-worldwide.html 

http://www.brasileirosparaomundo.blogspot.de/2012/11/le-taux-de-cancer-paracatu-est-tres.html 

http://sosarsenic.blogspot.de/2009/11/canadian-kinross-gold-corporation.html 

http://www.itamaraty.gov.br/sala-de-imprensa/notas-a-imprensa/visita-ao-brasil-do-primeiro-ministro-do-canada-stephen-harper-2013-7-a-9-de-agosto-de-2011/?searchterm=Stephen%20Harper.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Países indígenas, uma solução para o Brasil.

Por Sergio U. Dani, de Heidelberg, Alemanha, em 13/12/2012. 



Raoni Metuktire (82), líder dos indígenas da Amazônia e seus acompanhantes, o cacique caiapó Megaron Txucarramae e o futuro cacique caiapó Bemoro Metuktire (na foto, recebidos na França como chefes de Estado pelo presidente François Hollande, em novembro de 2012) solicitaram nesta segunda-feira (10) apoio e proteção das Nações Unidas e da comunidade internacional contra a secular política de extermínio do seu povo, agravada agora pelo governo terrorista de Dilma Rousseff. 

Raoni anunciou que, como medida concreta e para “defender suas famílias e os lugares onde estão enterrados os antepassados”, constituirão um povo em uma zona que pertence a eles por história, mas que não está sinalizado como tal e, para isso, solicitaram ajuda e financiamento internacional. 

“Só peço que os brancos respeitem os indígenas como os indígenas respeitam os brancos. E nos respeitar significa respeitar nossas terras ancestrais”, assinalou o cacique em entrevista coletiva em Genebra, horas antes de se reunir com a Alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay. 

Para Raoni e seu povo, os Caiapós, o governo brasileiro “não está defendendo os indígenas”, algo que, segundo eles, se concretiza com “o enfraquecimento da Funai (Fundação Nacional do Índio), a aprovação de projetos de infraestrutura no centro da Amazônia sem seu consentimento e não respeitar as terras ancestrais”. 

Raoni, Megaron e Bemoro pediram também ao governo que reconsidere a aprovação da construção das usinas hidroelétricas de Belo Monte e Teles Pires. Em outubro de 2011, Megaron foi exonerado do cargo que ocupava há 26 na FUNAI, aparentemente por ter se oposto aos projetos das UHEs.

“Nunca nos consultaram e afetará diretamente em nosso habitat e em nossa maneira de viver”, disse Raoni. 

Seguindo o princípio da autodeterminação dos povos, venho aqui dar meu apoio ao reconhecimento, pela ONU, dos povos, territórios e governos indígenas do Xingu como um Estado autônomo, independente do Estado brasileiro, bem como à emancipação dos Estados já constituídos, com a criação de novos países independentes de Brasília visando esvaziar o poder destrutivo das ações terroristas do governo Rousseff e outros que a sucederão.


Leia a carta enviada pelo povo Caiapó ao presidente da FUNAI, em repúdio à exoneração de Megaron Txucarramãe do cargo de Coordenador Regional da FUNAI de Colider-MT, em outubro de 2011:


CARTA DE REPÚDIO AO PRESIDENTE DA FUNAI MARCIO MEIRA
Nós, povo Mebengokre (Kayapó), tornamos público que repudiamos a portaria FUNAI/DPDS nº 55, publicado no dia 28 de Outubro de 2011, que exonerou o Sr. Megaron Txucarramãe do Cargo de Coordenador Regional da FUNAI de Colider-MT.
   Tendo em vista que a Funai não apresentou qualquer justificativa para a tomada deste ato extremo, nós, indígenas liderados pelo Cacique Raoni, entendemos que não há motivos para esta decisão, que consideramos arbitrária e contra os princípios do estado democrático. Megaron Txucarramãe vem lutando, há décadas, em defesa do seu povo, de forma digna, sem nunca ter cometido alguma ilegalidade, e sempre respeitado a Constituição Federal.
  Informamos que o Sr Megaron Txucarramãe, no exercício de sua função como Coordenador Regional, desde a criação da Coordenadoria Regional da Funai de Colider-MT, oferece todas as assistências junto a nós povos indígenas Mebengokré e outras etnias como Panará, Kaiabi, Apiaká, Tapayuna, Juruna, Trumai, Terena e Guarani, jurisdicionadas a referida Coordenação Regional, assistências estas como a preservação, conservação e proteção territorial e ambiental das nossas terras e recursos naturais nelas existentes, bem como impedir atividades como invasão de madeireiros, garimpeiros e demais empreendimentos que colocam em risco os nossos territórios entre outros. O Sr Megaron Txucarramãe é funcionário de carreira da FUNAI desde 1971.
    Mais do que as obrigações legais, Megaron ajuda a todos nos, indígenas, a sobreviverem, fisica e culturamente, em um ambiente cada vez mais contrário aos índios.
     Informamos ainda que o Sr. Megaron vem lutando há anos pelo respeito aos direitos dos povos indígenas, de nossas culturas e de nossas terras, direitos estes garantidos na Constituição Federal 1988 no artigo 231 e 232 e demais legislações internacionais dos quais o Brasil é signatário. Por este motivo, pela defesa que Megaron faz dos índios, e pela posição do governo brasileiro, consideramos essa exoneração como perseguição política e pessoal para desestabilizar a união e confiança pelo qual ele representa junto aos povos indígenas.
 A comunidade indígena esta revoltada e indignada com essa arbitrariedade. A FUNAI não tem conseguido representar nem defender os índios, e agora, exonera um índio que, dentro da FUNAI, defendia os índios. Prova dessa insatisfação geral é que várias nações indígenas estão se manifestando contra essa decisão da FUNAI.
     Nós indígenas queremos uma resposta sobre o motivo dessa exoneração. Queremos que sejam dados motivos públicos, esclarecida a razão pela qual esta decisão foi tomada. Será que essa decisão foi tomada em razão da luta de Megaron Txucarramãe, do seu trabalho para organizar e prover autonomia ao seu povo e aos povos? Em assumir uma posição de lutar em defesa do seu povo contra a construção de barragens, como por exemplo, a do coração da Amazônia, que afetará os territórios indígenas Kururuzinho, Munduruku e Apiaka? Defender o território indígena, lutando pela demarcação e preservação dessas áreas? Ou pelo motivo de Megaron Txucarramãe ser um guerreiro, que não se corrompe por ter orgulho de ser índio?
  Por estes motivos, em razão da truculência, da ilegalidade do ato, da falta de motivos, do evidente preconceito que está contido no decreto de exoneração, nosso povo requer a revogação dessa Portaria. Queremos e pedimos que Megaron Txucarramãe continue a frente do cargo de Coordenador Regional de Colider-MT, por entender que ele é a pessoa mais apropriada para defender e lutar por nossos interesses e direitos, como sempre vem realizando, sem medir nenhum esforço para realização dessas ações. Lembre-se da história de luta e de vida que tem o senhor Megaron Txucarramãe, sucessor do Cacique Raoni, desde a década de 60 acompanhado dos irmãos Villas Boas na criação da Terra Indígena do Xingu, entre outras lutas para a defesa da sobrevivência de todas as populações indígenas do Brasil.
      POVO MEBEGNOKRE, 01 de novembro de 2011